quinta-feira, 22 de julho de 2010

há um tempo vivendo de carnavais

Preciso sair do meio termo
desse buraco fundo e úmido
onde estão pulando carnaval, todas as minhas dúvidas...
Nuas, semi-nuas
Fantasiadas, coloridas
brilhantes, enfeitadas
mas todas elas, desavergonhadas
Desfilando na avenida
com os braços pra cima
exalando uma emoção
de simplesmente, existirem em mim
de simplesmente, saberem que me ocupam por inteira
e não querem que isso acabe
Elas todas sorriem para mim
As minhas dúvidas passam nessa avenida vida
me olhando nos olhos, enxergando minha alma
vendo o que eu ainda não vi
vendo o que eu nem sei se tenho
E brincam
e desfilam
E sorriem para mim
Sorriem para foto
Sambam com o som da verdade
e o enredo é sempre as entrelinhas...
e a alegoria é sempre uma fraqueza...
e a melodia é sempre doce...
e a evolução é sempre constante...

E É FESTA SEMPRE
que eu me entristeço
porque sou possuidora de dúvidas
que desfilam na avenida
que me enxergam a alma
que sabem que me ocupam
e que me ocupam porque existem

eu preciso sair das entrelinhas



(rmlaurelli 22/07/2010)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

dizem que os dedos sentem sabor

Mais uma bela composição...

Construção 
(Composição: Chico Buarque)
 
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

segunda-feira, 19 de julho de 2010

- Footprints by Mary Stevenson

One night a man had a dream. He dreamt he was walking along the beach with the Lord. Across the sky flashed scenes from his life. For each scene he noticed two sets of footprints on the sand — one belonging to him and the other to the Lord. When the last scene had flashed before him, he looked back at the footprints and he noticed only one set. He also noticed that this happened during the lowest and saddest times of his life. This bothered him and he questioned the Lord.

“Lord, you said that once I decided to follow you, you would walk all the way with me, but I noticed that during the most troublesome times of my life there was only one set of footprints. I don’t understand why, when I needed you most, you deserted me.”

The Lord replied:


“My precious child, I love you and would never leave you. During your times of trial and suffering, when you see only one set of footprints, those were the times when I carried you in my arms.”

19/07/2010

http://tinyurl.com/2dl78mp

quarta-feira, 14 de julho de 2010

14/07/2010

O maior abismo que existe é a boca!
É possível CAIR-SE para dentro, ou em alguns casos, ATIRAR-SE.
(RMLAURELLI)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

sunlight

Aproveite a luz do sol, aproveite, aproveite a luz do sol. Respire a luz do sol, expire. Olhe e deixe arder os olhos. Aproveite a luz do sol, tome sol. Deixe ele esquentar seu corpo, o calor é humano. Aproveite, o calor do sol. Deixe a luz entrar na sua cabeça, a luz do sol. Deixe mudar a sua cabeça essa luz. Aproveite a luz que tem de manhã, quando ele nascer. E quando ele estiver indo, olhe. Ele volta amanhã, mas aproveite hoje ainda, a luz do sol. 
(RMLAURELLI)